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 Planta da Cidade MuradaJá tinha imaginado Salvador cercada por uma muralha? (Postagem 5/10)

  • Série Especial: ASSIM NASCEU SALVADOR.
  • Ilustração: Planta da Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, século XVII.
  • Fonte: “Evolução Física de Salvador”, Fundação Gregório de Mattos, 1998.
  • Pesquisa: Amo a História de Salvador – By Louti Bahia.

Como dissemos nas postagens anteriores, o cuidado com a defesa contra ataques de estrangeiros e índios era um dos pontos fundamentais na construção de Salvador. Após a escolha do terreno, o Governador Tomé de Souza ordenou ao Mestre Luis Dias a construção de muralhas bem fortificadas e feitas de pau-a-pique, o melhor material disponível naquele momento. Depois de erguidas, as muralhas foram armadas com a artilharia trazida de Portugal.

Só se podia entrar em Salvador através de duas grandes portas. No lado sul, a Porta de Santa Luzia, localizada onde hoje existe a Praça Castro Alves e o São Bento. No lado norte, a Porta de Santa Catarina, onde hoje existe o Carmo. Além de fortificadas, as muralhas foram erguidas com base numa moderna forma construtiva desenvolvida na Itália (Traçado Italiano) utilizando baluartes ou fortificações em formato de estrela. Alguns relatos históricos afirmam a existência de dois baluartes voltados para o mar e outros quatro voltados para os lados da terra.

 

Cidade alta e baixa


Por que a cidade começou a ser construída na parte alta?

Postagem 4/10

  • Série Especial: ASSIM NASCEU SALVADOR.
  • Foto: Frontispício de Salvador, 1908.
  • Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Salvador/FGM.
  • Pesquisa: Amo a História de Salvador – By Louti Bahia.

 

Salvador foi a primeira cidade planejada do Brasil. As chamadas “traças e amostras”, desenhos originais da cidade, vieram de Portugal sob os cuidados do Mestre das Obras Luis Dias. Além destes documentos, o regimento do rei estabelecia alguns critérios e continha uma determinação: a escolha de um terreno frontal à Baía de Todos os Santos, com “termo e limite de 6 léguas para cada parte”. Era clara a intenção de fazer a cidade crescer.

O regimento também estabeleceu critérios relativos à segurança contra ataques por terra e mar, facilidades portuárias, requisitos higiênicos (abundância de água, iluminação, ventilação, alimentos, etc) e facilidade de comunicação por via aquática, a única maneira de se dirigir a Portugal.

Coube a Tomé de Souza e Luís Dias a decisão do local onde a cidade foi erguida. Por isso o terreno foi escolhido na parte alta, sobre uma escarpa com cerca de 60 metros de altura acima do nível do mar que resolvia bem a defesa no lado oeste. No lado leste, o Vale do Ribeiro, atualmente a Baixa dos Sapateiros, também funcionava como elemento de defesa, especialmente contra ataques indígenas. Ao norte e sul, dois acidentes topográficos nas regiões onde hoje existem o Taboão e a Barroquinha formavam “gargantas” que também garantiam maior segurança.

Todos os critérios estabelecidos pelo rei foram levados em conta mas o terreno escolhido tinha evidentes vantagens no quesito segurança quando comparado às demais opções. E assim, Salvador começou a ser construída na parte alta.

 

Península de Itapagipe.

Por que a cidade não foi construída em Itapagipe?

Postagem 3/10

  • Série Especial: ASSIM NASCEU SALVADOR.
  • Foto: Península de Itapagipe. Data não identificada.
  • Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Salvador/FGM.
  • Pesquisa: Amo a História de Salvador – By Louti Bahia.

 

O sítio de Itapagipe chegou a ser seriamente avaliado pelo Governador Geral, Tomé de Souza, e pelo Mestre das Obras, Luis Dias, como um dos possíveis locais para a construção de Salvador. A região era de grande beleza natural, possuía um clima ameno e boas condições de navegação.

Até mesmo o aspecto de defesa, a princípio, foi avaliado de forma favorável em alguns pareceres que depois foram vencidos e o local acabou sendo considerado vulnerável às invasões estrangeiras.

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Por que a cidade não foi construída no Porto da Barra?

Postagem 2/10

· Série Especial: ASSIM NASCEU SALVADOR.
· Foto: O Porto da Barra. Data não identificada.
· Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Salvador/FGM.
· Pesquisa: Amo a História de Salvador – By Louti Bahia.

2Onde hoje existe o Porto da Barra, no início da Ladeira da Barra, em 1549 existia o Arraial ou Vila do Pereira, um pequeno povoado criado pelo donatário da Capitania da Baía de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho.

Sua história está intimamente ligada à de um outro personagem: Diogo Álvares Correia, o Caramuru. Quando Francisco Pereira chegou, em 1536, já encontrou Caramuru vivendo pacificamente com os índios na área compreendida, hoje, entre o Farol e o Porto da Barra. Ele mantinha relações matrimoniais com várias índias, como era de costume na tribo, e teve 10 filhos com elas.

Francisco Pereira Coutinho não conseguiu fazer a capitania prosperar e ainda teve um fim trágico: foi devorado pelos índios tupinambás. Com a morte do donatário, Caramuru continuou cuidando da povoação junto com sua gente.

Quando Tomé de Souza desembarcou, este era o cenário. Não seria natural erguer a cidade-fortaleza onde já existia a vila? Diante das exigências de segurança impostas pelo rei, esta possibilidade foi imediatamente descartada. A Vila do Pereira, agora rebatizada como Vila Velha, ficava muito próxima ao mar e isso facilitaria invasões estrangeiras. Tomé de Souza ordenou que sua armada partisse para o outro lado da cidade onde encontraria, pouco depois, o local que escolheria para construir Salvador.

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A história de Salvador: você sabe como tudo começou?

Postagem 1/10

·         Série Especial: ASSIM NASCEU SALVADOR.
·         Foto: Salvador vista da Baía de Todos os Santos. Data não identificada.
·         Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Salvador/FGM.
·         Pesquisa: Amo a História de Salvador – By Louti Bahia.

fotoAssimNasceuSalvadorDepois de terem sido “descobertas” por Portugal em 22 de abril de 1500, as terras brasileiras foram divididas em capitanias hereditárias e doadas a famílias que deveriam fazer a colônia prosperar. Porém, em 1548, D. João III, rei de Portugal, percebendo a deficiência do sistema das donatárias e o perigo das terras serem invadidas por estrangeiros, decretou o fim das capitanias e ordenou a criação de um governo-geral para unificar a colônia, centralizar as decisões políticas, administrativas e econômicas, além de estruturar sua defesa, começando pela construção de uma cidade fortificada.

Em 1549, Tomé de Souza partiu de Lisboa comandando uma armada com três naus (Salvador, Conceição e Ajuda), duas caravelas e um bergantim (tipo de embarcação movida à vela e a remo). Em 29 de março, desembarcaram onde hoje existe o Porto da Barra mas só existia a Vila do Pereira, nome em alusão ao donatário da capitania local, Francisco Pereira Coutinho.

Tomé de Souza, o Primeiro Governador Geral do Brasil, trouxe cerca de mil pessoas para a grande empreitada de construir Salvador. Dentre elas o jesuíta Padre Manoel da Nóbrega e o Mestre das Obras Luís Dias, o arquiteto responsável pelo projeto e execução das obras. Além deles, aqui desembarcaram inúmeros artífices como pedreiros, carpinteiros, telheiros, oleiros, ferreiros, dentre outros. E também desembarcaram outros profissionais para garantir o mínimo de conforto ao grupo: relojoeiros, barbeiros, vaqueiros, carvoeiros, um físico, um cirurgião e muitos outros.

Assim começou a construção de Salvador. Acompanhe a série “Assim nasceu Salvador” aqui em nossa página e conheça, a cada dia, um pouco mais da rica história da nossa cidade.

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